terça-feira, 28 de junho de 2011

Tempo pra nada


Plantão, muita correria e espera, um caso importante chegando ao fim, o momento importante da foto se aproxima, Julien está com dor de cabeça, não há água, nem remédio, nenhuma solução aparente, há frio, há dor de cabeça, há preocupação. 

Cinco horas depois de muito sofrimento chega alguém e fala. “Olha, eu tenho uma Dipirona aqui!”. Seus olhos enchem de lágrimas, não de emoção, e sim de dor, o gosto de Dipirona é uma merda, a dor de cabeça é uma merda, tudo está uma merda. Não existe outra opção, pois, a dor, o frio e o tempo não passam. 

Sem titubear Julien Pereira pega o frasco, ele não lembra o gosto ruim, ele lembra da dor de cabeça, a pauta que não chega ao fim, e ao tocar as 3 primeiras amargas gotas sua feição muda, logo sua língua está cheia do amargo remédio, o gosto é horrível, mas logo sua dor passará, e o Julien sossegado, suas fotos fará.





segunda-feira, 27 de junho de 2011

Esconde-Esconde



Duas das nossas peças históricas fotográficas (tombados historicamente) Edson Martins (Edinho) e Cleomar Macedo ficam em um joguinho "vai por lá que eu vou por cá" em um balé digno de dar inveja a Mikhail Baryshnikov, esquecendo que, devido ao altíssimo "estado de conservação" dos fotógrafos, podem se sujeitar a lesões de verdadeira gravidade.

O Fotozine preocupa-se com as reliquias sobressalentes, e pede maior acompanhamento das autoridades competentes da área de conservação ao patrimônio histórico.




Nota: O tombamento é o ato de reconhecimento do valor cultural de um bem, que o transforma em patrimônio oficial e institui regime jurídico especial de propriedade, levando-se em conta sua função social. Um bem cultural é "tombado" quando passa a figurar na relação de bens culturais que tiveram sua importância histórica, artística ou cultural reconhecida por algum órgão que tem essa atribuição.

Foto: Ricardo Santo/Fotozine/Folha Metropolitana/O Diário de Mogi

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Em nome do Pai



Nem só de pautas "agradáveis" vivem fotógrafos e repórteres, existem momentos em que é necessário recorrer as "forças divinas".
Tem hora que o sono domina os pobres trabalhadores, que muitas vezes, ficam horas de plantão esperando algo ou alguém para poder fazer uma foto ou entrevista.
 Isso quando não está participando de uma reunião em que o assunto não lhe interessa muito, com o agravante de ter uma pessoa com voz de veludo falando ao fundo, voz essa, devidamente calibrada para hipnotizar quem estiver ao seu redor, fazendo com que as pessoas façam movimentos de desce e sobe com a cabeça (famosa pescaria), forçando os presentes a ficarem de pé para não dormir.

Porque é melhor ficar com dor nas pernas do que pagar mico dormindo na pauta.

Na foto, o desolado fotógrafo Eduardo Yano, aparenta estar rezando/orando para que alguma dessas torturas citadas acima acabem.

Não é fácil trabalhar com Jornalismo...


Foto: Ricardo Santo/Fotozine/Folha Metropolitana/O Diário de Mogi
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